Mercado
A Jornada do Herói Empreendedor
Olá a todos!
Esse ano tive a honra de palestrar no TDC 2011 GYN a convite do Alê Gomes
Já teve a sensação de se sentir pequeno? Pois é. Foi assim que me senti diante de tantos feras!
A trilha de empreendedorismo, na qual eu palestrei, foi simplesmente fantástica! As palestras, em formato Lightning Talk, surpreenderam a todos. Muitos esperavam mais uma “reunião de empresa de marketing multinível”, mas se enganaram completamente. Falamos sobre o empreendedorismo na vida real, com seus altos e baixos, ganhos e perdas, fracassos e sucessos. Mas a mensagem foi uma só: aprenda a desistir do que dá errado e a insistir em sua busca pelo sucesso.
Pra saber um pouco mais sobre o evento, veja o que o Saulo Arruda, da Jera Software falou em TDC 2011 GYN rules! e Empreender fora da caixa
Agradeço a toda a organização do TDC por essa maravilhosa oportunidade.
Segue a minha palestra. Nesse caso específico, baixem a palestra pois esta contém diversas anotações, que são um resumo do que falei lá.
O que faz calango andar de cabo reto é sol quente
“O que faz calango andar de cabo reto é sol quente”.
Meu avô Isaac sempre foi um grande professor pra mim. Praticamente um pai. E de todos os ditados que ele já me contou, nenhum tem se mostrado tão verdadeiro nos últimos tempos quanto esse.
Uma série de necessidades que apareceram esse ano me forçaram a crescer mais uma vez. Da insatisfação com minha vida financeira até problemas com o plano de saúde da Porto Seguro (que atrapalhava minha hemodiálise sempre que podia), uma série de problemas foram surgindo. Para algumas pessoas, isso é motivo para reclamar e se sentir deprimido. Eu escolhi outro caminho. E nesse caminho, surgiram oportunidades.
Deus quando abençoa, abençoa com vontade. As oportunidades vieram e não me deixaram outra escolha. Tive que pedir demissão da Everis e embarcar no projeto da JNaldo Consultoria.
E hoje, dia 16/06/2011, finalmente posso dizer: as portas da JNaldo Consultoria estão abertas. Sejam todos bem vindos.
Em breve, teremos mais novidades.
A saga do desenvolvedor java
Olá computeiros
Hoje dei uma palestra lá na UFU sobre a carreira do desenvolvedor Java. Nesta palestra, vemos como é a carreira de um desenvolvedor Java, falamos um pouco sobre o mercado, sobre o desenvolvimento de um profissional e damos algumas dicas de como se tornar um ninja.
O programador Deus Ex Machina
Uma expressão que sempre me intrigou é “Deus Ex Machina”.
Fui pesquisar dia desses. Olha o que tem na wikipedia:
Deus ex machina expressão latina vinda do grego ”ἀπὸ μηχανῆς θεός” (apò mēchanḗs theós), significa literalmente “Deus surgido da máquina”.[1].
Sua origem encontra-se no teatro grego e refere-se a uma inesperada, artificial ou improvável personagem, artefato ou evento introduzido repentinamente em um trabalho de ficção ou drama para resolver uma situação ou desemaranhar uma trama. Este dispositivo é na verdade uma invenção grega. No teatro grego havia muitas peças que terminavam com um deus sendo literalmente baixado por um guindaste até o local da encenação. Esse deus então amarrava todas as pontas soltas da história[2].
A expressão é usada hoje para indicar um desenvolvimento de uma história que não leva em consideração sua lógica interna e é tão inverossímil que permite ao autor terminá-la com uma situação improvável porém mais palatável. Em termos modernos, Deus ex machina também pode descrever uma pessoa ou uma coisa que de repente aparece e resolve uma dificuldade aparentemente insolúvel. Enquanto que em uma narrativa isso pode parecer insatisfatório, na vida real este tipo de figura pode ser bem-vindo e heróico[2].
A noção de Deus ex machina também pode ser aplicada a uma revelação dentro de uma história vivida por um personagem, que envolva realizações pessoais complicadas, às vezes perigosas ou mundanas e, porventura, seqüência de eventos aparentemente não relacionados que conduzem ao ponto da história em que tudo é conectado por algum conceito profundo. Essa intervenção inesperada e oportuna visa a dar sentido à história no lugar de um evento mais concreto na trama[3].
A tragédia grega de Eurípides era notória em usar este dispositivo na trama[4].
Isso parece familiar?
Pra mim sim. Muito.
Que tal reescrevermos um pouco.
Deus ex machina expressão latina vinda do grego ”ἀπὸ μηχανῆς θεός” (apò mēchanḗs theós), significa literalmente “Deus surgido da máquina”.
Sua origem encontra-se nos projetos GoHorse e refere-se a um inesperado, artificial ou improvável programador, artefato, ferramenta ou processo introduzido repentinamente em um projeto para resolver uma situação ou desemaranhar um papel. Este dispositivo é na verdade uma invenção Go Horse. No projeto Go Horse havia muitos projetos que terminavam com um especialista sendo literalmente inserido por um gerente no local do desenvolvimento. Esse especialista então amarrava todas as pontas soltas do projeto.
A expressão é usada hoje para indicar um desenvolvimento de uma projeto que não leva em consideração sua lógica interna e é tão inverossímil que permite ao gerente terminá-lo com uma sistema improvável porém mais palatável. Em termos modernos, Deus ex machina também pode descrever uma pessoa que de repente aparece e resolve uma dificuldade aparentemente insolúvel. Enquanto que na teoria isso pode parecer insatisfatório, na vida real este tipo de figura pode ser bem-vindo e heróico.
A noção de Deus ex machina também pode ser aplicada a uma design dentro de um projeto criado por um desenvolvedor, que envolva realizações de casos de uso complicadas, às vezes perigosas ou mundanas e, porventura, seqüência de eventos aparentemente não relacionados que conduzem ao ponto do sistema em que tudo é conectado por algum padrão de projeto. Essa gambiarra inesperada e oportuna visa satisfazer os requisitos, no lugar de um design mais apropriado e organizado no sistema.
E agora? Lembrou?
A arrogância do Bozo

Como não ser contratado por empresas de TI – A entrevista (prólogo)
Olá a todos Infelizmente acabaram as férias e o finalmente acabaram as tempestades pós-férias. E para desespero de vocês, eu estou voltando a escrever. rs
Enquanto aguardam o próximo artigo, sobre a entrevista, vão ficando com essa tirinha do Will Tirando. Passem lá. O trabalho do cara é mesmo muito bom!
Como não ser contratado por empresas de TI – O Currículo
Vamos começar agora uma série de posts sobre como não ser contratado e como evitar que as empresas procurem por você! Afinal de contas, esse negócio de trabalho dá muito trabalho e você não quer saber disso em sua vida, não é?
Pra começar, vamos falar sobre o currículo. Normalmente, o envio de um currículo é o primeiro passo de um processo de seleção. Ele é o principal cartão de visitas de um profissional. É a partir dele que uma empresa pode conhecer um pouco sobre você e se interessar por seu trabalho. Ou seja, você pode acabar com metade de seus problemas simplesmente ferrando com seu currículo.
Claro que ferrar com o currículo é uma arte que poucos conhecem. Uma coisa é passar despercebido; outra é conseguir causar uma sensação de desprezo, indignação e ódio no recrutador! Isso sim é efetivo e fará com que ele lembre de você para o resto da sua vida e nunca mais queira te contratar.
Siga as dicas e você conseguirá facilmente ser um bem sucedido desempregado!
1 – Adicione todos os documentos que puder!
Um currículo começa com seus dados pessoais. E todo mau currículo que se preze prima por oferecer um variado cardápio de documentos. Quanto mais, melhor. Tenha certeza que o recrutador passe muito tempo olhando cada um dos documentos que você já tirou em sua vida. RG, CPF, Certidão de Nascimento, Certidão de casamento, título de eleitor, carteira de motorista…. Vale até sua carteirinha do clube de Observadores de Coelhos Negros da Antártida. O que vale é colocar todos os seus documentos no currículo. Lembre-se que ele quer saber o que você é capaz e que seus documentos só irão tomar o tempo dele e irritá-lo.
2 – Não coloque nenhum contato!
Não caia na bobagem de colocar contatos no seu currículo! Nem mesmo aquele MSN que você só usa pra azarar a mulherada na internet. Você não quer correr o risco deles ligarem pra você ou mandarem um email te convidando pra uma entrevista ou mesmo com uma proposta de emprego, quer? Se eles quiserem mesmo você, que se dêem ao trabalho de procurá-lo! Afinal de contas, eles precisam de você e não você deles!
3 – Não use um objetivo claro!
O objetivo do currículo serve para que o recrutador saiba de cara o que você deseja. E se ele souber que seu objetivo é atuar como desenvolvedor Java ou como designer de interfaces, ele pode se sentir compelido a te indicar a um cargo desses. Você não vai querer isso, vai?
Use a seção de objetivos para uma declaração enigmática e cheia de buzzwords sobre como você deseja “contribuir proativamente para o desenvolvimento corporativo ” e como quer “atuar no melhoramento vocacional da equipe” ou “colaborar na transformação de habilidades em valores agregáveis ao time-to-market do crescimento vegetativo lucracional”…
Enfim, faça com que, o recrutador leia seus objetivos e faça cara de QPE (Que Porra é Essa?). Ele nem vai ler o resto.
4 – Não descreva claramente sua experiência profissional…
Digamos que seu recrutador seja um cara persistente(ou masoquista) e continue lendo. Mostre a ele o quanto ele é importante, não escrevendo quase nada na experiência profissional. Ele vai querer saber disso, então, quanto mais esconder, maiores as chances dele desistir de você!
Veja que exemplo magnífico:
Agosto 2010 – Atual
Empresa X
Analista
Isso é lindo! Ele não sabe se você é analista de sistemas, analista de suporte ou analista de doido mesmo. Se puder esconder o período, melhor ainda. Quanto menos descrever, melhor!
5 – Ou descreva exageradamente sua experiência.
Minta. Se ser lacônico não funcionar, minta. Mas não apenas exagere. Não apenas aumente um pouco. Minta descaradamente. Diga que foi estagiário por 3 meses e que nesse período, você fez 4 sistemas, coordenou 2 equipes, mudou os processos da empresa, assobiou e chupou cana.
Faça-o de uma forma que, mesmo que você tivesse feito tudo isso, você não acreditaria se lesse. Na pior possibilidade, eles podem acreditar e te chamar pra uma vaga muito além de suas habilidades, o que te faria ser demitido rapidinho. Pior do que um candidato muito ruim, só um empregado muito ruim.
6 – Não deixe clara sua formação
Cite todas as escolas por onde passou, até o primário. Cite o jardim de infância. Cite a prontidão (Putz! Tô ficando velho mesmo). E em ordem cronológica do mais antigo para o mais novo. Quanto maior a lista, maior a possibilidade do recrutador desistir de ler antes de chegar na sua graduação ou naquela pós maneira que você foi louco de cometer. Aliás, nem cite essa pós. Nem a graduação. Quanto menos souberem de sua vida, melhor.
Quer saber de uma coisa? Previna-se nem fazendo a pós ou graduação. Esqueça disso. Quem estuda acaba trabalhando.
7 – Só coloque no currículo cursos irrelevantes para o trabalho
Não cite nenhum curso de informática, pelo amor de Deus! Se você fez curso de Linux, Java, .Net, PHP, Oracle… esqueça! Isso aumenta muito o risco de você trabalhar. Aliás, fuja de cursos.
Em compensação, coloque no seu currículo aquele curso de escultura com papel machê ou o curso de marcenaria e carpintaria. Com certeza o recrutador vai “adorar” saber que você fez um curso de “Como Jogar Pokemon 4”.
8 – Não faça nenhuma atividade extra que seja útil ao trabalho. Se fizer, não cite.
Você participa de grupos de estudo? Faz projeto open source? Dá aulas? Parabéns. Vocé está na turma dos que correm o risco de trabalhar. Então não faça nada disso. Corra de atividades extracurriculares relacionadas à informática como um metaleiro foge de pagode. Porém, se você já fez essa maluquice, não cite no currículo.
Entretanto, ser membro do Clube de Jogadores de Bolinha de Gude da Rua 15 de Novembro ou ser organizador de fã-clube do Restart, com certeza te manterá longe de qualquer empresa (especialmente ser fã do Restart). Quanto mais irrelevante a atividade, melhor de ser citada.
9 – Esqueça qualquer língua estrangeira. Aliás, esqueça até o português!
Não aprenda inglês. Esqueça que essa língua existe. Aliás, até português você deveria esquecer. Quanto menos souber, melhor.
Enxa seu curiculo de errso. Quanto mais pior de ruim, mais pior ele fica. Nada de pasar coretor ortoprático. Faça com que os olhos do seu recrutador ardam de pavor, diante do seu palavriado. Quanto mais erros de português, melhor pra você;
10 – Se a primeira impressão é a que fica, imprima com impressora matricial em modo de rascunho!
Peça para sua tia velha que adora Power Point formatar seu currículo. aliás, envie em formato de Power Point. A formatação é ⅓ do poder de destruição de uma chance de fazer entrevista, portanto, abuse de fontes ruins (Windings é ótima pra isso) e de cores. Pense que quanto maior a chance de seu recrutador ter um ataque de epilepsia ao ler seu currículo, maiores as chances dele te colocar na lista negra da empresa.
Se tiver imagens brilhantes e piscantes, com animações e transições, muito melhor. Dificilmente o recrutador sobreviverá à experiencia. e morto não contrata ninguém.
Essas foram algumas das lições que aprendi observando alguns currículos que me enviaram. Siga essas dicas e você jamais será contratado.
Bem, por enquanto é isso. No próximo artigo, falaremos da entrevista.
PS: O currículo em Power Point eu parei de ler no 3º slide. Graças a Deus, saí do hospital em menos de uma semana.
Todas as perguntas que você tinha sobre Java e tinha medo de perguntar!
Todos os dias, dezenas de jovens programadores acessam o fórum do GUJ e fazem as mesmas perguntas. Muitas vezes as respostas mudam com o tempo, mas o fato é que, uma vez iniciada sua carreira como Programador Java, você provavelmente fará as mesmas indagações que já foram feitas.
Este artigo não tem a pretensão de ser um guia definitivo. Não desejo ver programadores com este artigo impresso, gritando no meio da rua: “O mundo vai acabar! Venham ouvir a Palavra e salvem-se”. Não. Quero mais é levantar a discussão, instigá-los a refletir sobre seus objetivos e o que realmente querem de suas vidas. Let’s go!
1 – Tenho visto muitos sites falando de Ruby, Python e até mesmo PHP. O Java vai acabar?
Claro que vai! Tudo acaba um dia. A questão é: quando? É provável que a maioria de nós morra sem ver o fim do Java.
Java se estabeleceu no mercado e isso é um fato. E a cada ano sua base de código cresce mais. E as empresas não vão refazer algo que está funcionando só porque o Ruby está na moda. Alguém lembra do Cobol? Hoje quase ninguém cria um novo projeto em Cobol. Mas existe uma base de código tão gigantesca que ainda é necessário formar programadores para continuar dando manutenção e acrescentando coisas a esses sistemas. Acredito que o mesmo se dará com Java.
2 – As vagas para Java estão diminuindo?
Não; estão aumentado. E não só para Java. PHP, Ruby, Python, C, C++, C#… O mercado está aquecido. Após o fim da crise de 2008/2009, as empresas voltaram a contratar. E aqui no Brasil, temos um problema muito grave: a falta de profissionais.
A demanda por profissionais cresce muito mais do que a oferta. E isso não necessariamente é uma coisa boa.
3 – Mais aí meu salário não fica maior? Isso não é bom?
Bem. Se você for capaz de dar conta do serviço dos programadores que faltam… Pense num time de futebol. Digamos que ele não possa mais contratar jogadores, porque estes estão em falta. Imaginem o Neymar, jovem, porém talentoso, tendo que dar conta de fazer gols, voltar pra marcar o contra-ataque e ainda ficar no gol para agarrar os chutes dos adversários. Quanto tempo ele aguentaria exercer tantas funções? Isso acontece em nossa área. Profissionais sobrecarregados e estressados estão ficando doentes e largando seus empregos.
Além desse problema, temos o problema do custo. Em nosso país, um empresário já sofre com o alto custo para contratar. Se estes custos sobem muito, ele tem que repassar para o cliente. Se ele repassa, o cliente exige mais ou parte para outro fornecedor. A Índia está aí, cobrando barato. Resultado: nosso mercado hoje corre o risco de entrar em colapso.
Portanto, se alguém quer aprender Java, ajude. Isso é bom pra você também.
4 – Trabalhar CLT ou PJ?
Depende do seu perfil. Você é empreendedor? Sabe guardar dinheiro? É disciplinado? Vai trabalhar em casa? Você enxerga o cara para quem você trabalha como seu cliente? Gosta de assumir riscos?
Se respondeu sim à maioria das perguntas, pode trabalhar como PJ. Lembre-se que PJ é Pessoa Jurídica, ou seja, uma EMPRESA. Só trabalhe como PJ se você SE TRATA como empresa. Se é para ser empregado, é melhor CLT.
PJ é bom no fim do mês, mas a longo prazo, pode ser uma droga se você não se prepara para as adversidades da vida. Acidentes, doença, demissões… Tudo isso é resolvido melhor quando se trabalha CLT.
Lembrem-se que alguns empresários contratam como PJ apenas para pagar menos impostos. Mas mandam e desmandam como se fossem seus patrões. E na hora de mandar embora, pra ele, é muito mais fácil.
5 – Ser especialista em Java ou conhecer um pouco de cada?
Sem enrolação, OS DOIS! Sabe aquela história de que você só é capaz de aprender uma tecnologia? Se alguém insistir nisso com você, peça a Deus (ou a qualquer entidade que você adore) que ajude este pobre ser limitado.
Nossa mente é capaz de coisas maravilhosas. E uma delas é aprender muito. Bastante. Pra caralho mesmo!
Java pode ser sua porta de entrada para o mundo da programação, mas vocẽ não pode só ficar na sala de estar! Primeiro, vai aprender Java. Depois enquanto estuda Java, você vai começar a estudar outras linguagens. Vai aprender novas técnicas; novos paradigmas. E o que é mais legal: quanto mais aprender coisas diferentes de Java, melhor desenvolvedor Java será.
6 – Não gosto de ler. Detesto estudar. E pra piorar, além de ter que ler um monte de livros, cada um deles é enorme! Como posso aprender Java sem ter que ler?
Amigo, sinto muito, mas vai aprender Java da pior maneira possível: somente na prática. Imagine um garoto que sonha ser médico, mas não quer fazer medicina. Como acha que ele vai aprender?
Provavelmente ele irá se juntar a alguém muito experiente, observará bastante, passará horas e horas abrindo corpos, experimentando… E provavelmente cometerá todos os erros que já foram cometidos pelos médicos dos últimos 1000 anos. Quanta gente morrerá até que ele entenda que precisa de mais que apenas UM MESTRE?
Ler um bom livro é como se o autor estivesse ao seu lado explicando. Imagine A Kathy Sierra te ensinando Java? Quando você lê, aprende com os erros dos outros e com sua experiência. Cada livro que lê é uma lição com UM MESTRE DIFERENTE.
Entretanto, ler apenas não é suficiente. Ninguém aprende a voar só no simulador. Portanto, pratique também. LER E PRATICAR; essa é a forma mais rápida de aprender qualquer coisa.
7 – Quanto eu preciso me dedicar para me chamar Especialista em java?
DEZ MIL HORAS.
Assusta não; é isso mesmo. Segundo pesquisas que fizeram (não tenho referências, mas saiu em uma super interessante recente) é necessário 10.000 horas se aplicando em uma área para se tornar bom nessa área.
O que acha mais provável:
- Cielo acordou um dia, aos 20 anos e disse: “Vou ser nadador!”. Fez o curso “ND 08: Formação Nadador Power” na Caelum* e três meses depois era um campeão da natação!
- Cielo nada desde muito tempo. E nada. E nada. E nada. Treina todo santo dia. Se esforça o máximo que pode. E quando está cansado, nada pra descansar. E faz isso até se tornar campeão. E pra comemorar, ele nada mais. E até quando não faz nada, ele nada.
Pois é. Ser bom em algo, exige dedicação. E quanto mais se dedica, mais perto da sua meta chega.
Se você se dedicasse 8 horas por dia aos estudos, seria bom em 3 ou 4 anos. Mas são 8 horas TODO SANTO DIA. Sem domingos, sem feriados. Entende porque aquele CDF da sua turma se formou quase um especialista?
Se dedicando 3 horas por dia, são quase 10 anos. E aí, quando quer atingir sua meta?
8 – Me fizeram uma proposta para ganhar o dobro do que eu ganho com Java, mas para fazer um trabalho que não gosto. Devo aceitar?
Não, não, não e não!
Algumas pessoas dizem que tudo na vida tem um preço. Mas existem coisas que não têm. E sua felicidade é uma delas. Claro que existem momentos na vida em que uma pessoa precisa fazer algo que não gosta. Mas isso ocorre quando ela NÃO TEM ESCOLHA!
Trabalhe com paixão. Faça aquilo que você gosta. Se dedique ao seu trabalho com amor e o dinheiro será uma consequência natural. Busque somente o dinheiro e ele corre de você!
Pessoas apaixonadas pelo próprio trabalho conseguem fazer coisas que pessoas que buscam apenas dinheiro não conseguem. E elas são muito mais felizes. Eu sou uma dessas pessoas. E você? O que quer ser?
* A Caelum, citada neste arquivo, é considerada a melhor “escola de Java” do Brasil, com diversos cursos. Pena que ainda não tenham cursos online. Eu mesmo faria várias
http://www.caelum.com.br/
** Esse é um artigo que publiquei no site do GUJ FACAPE.
Como não ser um programador troll
Saudações a todos!
Finalmente, depois de quase um ano fora do ar, pude trazer meu site de volta. Infelizmente sem nenhum conteúdo do anterior. Sabe como é. Só jesus salva. E como não sou Jesus, não salvei, não fiz backup e perdi tudo que eu tinha numa série de crises mundiais que quase extinguiram o planeta.
Mas vamos ao que interessa. Quer agir como um cara legal e deixar de ser um troll? Isso é assunto pra muitos posts. Pra começar, pare de criticar quem usa cada tecnologia que você não usa.
Usa Netbeans? Não critique quem o Eclipse. Usa Eclipse? Não critique o Netbeans. Use as duas. OU cale a boca.
Você programa em Java e não gosta de .Net? Cale a boca. POr acaso você conhece .Net o suficiente pra fazer as críticas que vem fazendo? Eu aposto que não. Conhece? Mais um motivo pra calar a boca. Isso já colocou muito pão na sua mesa (se não trabalhou com isso, não diga que conheça!). Não seja ingrato.
Evite ficar bitolado como muitos que conheço, que usam só Netbeans ou só Eclipse e ficam falando mal do “outro lado” sem sequer saber como funciona. Pra falar a verdade, muitos desses não sabe como funciona nem a IDE que usa.
E quando ganhar experiência, não siga alguns programadores que criticam todas as outras tecnologias. Não critique .Net ou Python ou Ruby. Sei que é tentador fazer parte de um grupo e se sentir superior por isso, mas acredite, ficar batendo em quem outras tecnologias normalmente faz papel de babaca, arrogante, bitolado ou tudo isso junto (na maioria dos casos).
Aprenda que cada tecnologia e linguagem vai te dar um conhecimento diferente que, somado aos que já tem, vai ser muito útil pra vc.
Veja bem… Críticas construtivas são boas. Falar que Java é verbosa e que J2EE é difícil foi bom pra comunidade. Mas chamar o Zé do Bit de burro por usá-los… Xii…
Lembre-se que do “outro lado”, usando aquela “tecnologia de merda” existem pessoas. Seus colegas de trabalho,amigos, colegas de profissão. Criticar o trabalho deles (que muitas vezes é tão bom ou melhor que o seu) irá ofendê-los. Você não vai querer que aquele “cara da linguagem de porcaria” que você esculhambou no fórum vire seu chefe, vai?
